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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

EA detalha 2010 FIFA World Cup South Africa, que sai em abril



Após anunciar a produção de 2010 FIFA World Cup South Africa, a Electronic Arts ofereceu detalhes e imagens do jogo oficial da Copa do Mundo da África do Sul, que está sendo produzido para PS3, PSP, Wii e Xbox 360. Este será o primeiro das recentes versões de FIFA a se ausentar de PC e PS2.

O game oferecerá os mesmos mecanismos de jogo de FIFA 2010, mas com uma série de ajustes e melhorias em prol de uma experiência mais real. Segundo a companhia, as edições de PS3 e Xbox 360 incluirão um modo Copa do Mundo online, onde as seleções competirão entre si pelo título de melhor do mundo. Uma das novidades é que a altitude afetará o jogo, alterando a física da bola e cansando mais os atletas.

As versões "HD" trarão todas as 199 seleções que participaram das eliminatórias para a Copa 2010, com seus respectivos estádios - onde os jogadores poderão testemunhar o desgaste físico dos atletas. Os 10 estádios onde serão realizadas as partidas da Copa também estão garantidos.

Com relação à inteligência artificial, a EA alardeia que haverá estratégias a serem consideradas quando as partidas ocorrerem em seu estádio ou na casa do adversário, além de táticas in-game de acordo com as situações.

Já a versão Wii de 2010 FIFA World Cup South Africa será um pouco diferente. O game terá visual estilizado e colorido, assim como FIFA 2010, e um modo chamado Zakumi's Dream Team onde se pode montar a equipe dos sonhos. Para isso é preciso vencer as 32 nações disponíveis e adquirir jogadores dessas equipes. Por fim, é possível salvar essa equipe na memória interna do Wii Remote e transportar para a casa de um amigo.


O título debutará em 30 de abril.


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Detalhes de games bombásticos são divulgados por grandes empresas.


Recentemente, certas companhias divulgaram alguns detalhes sobre grandes lançamentos previstos para 2010. Uma delas foi a gigante Capcom, que embasbacou críticos e jogadores com datas bem próximas. Confira:

  • Lost Planet 2 — 18 de maio (global)

  • Super Street Fighter IV — 27 de abril (EUA) e 30 de abril (Reino Unido e Europa)

  • Monster Hunter Tri — abril

  • Final Fight: Double Impact — segundo trimestre de 2010

Uma curiosidade é que os personagens Marcus Fenix e Dominic Santiago, da franquia Gears of War, aparecerão no game Lost Planet 2. Cliff Bleszinski, o líder de design dos jogos de Marcus Fenix, havia anunciado a chegada de uma novidade quente... Será que era essa? Há poucos detalhes sobre o assunto, infelizmente, sendo que muitos acreditam que a dupla de personagens não aparecerá no modo principal de Lost Planet 2 e poderá ser baixada como um "extra".

Enquanto isso, Dead Rising 2 (PC, PS3 e X360) foi oficialmente confirmado para este ano pela divisão japonesa da Capcom. Só que ninguém sabe se o título aparecerá no território ocidental ainda em 2010. Vale a pena ressaltar que a empresa também planeja lançar um filme de ação (com base no game) intitulado Zombrex: Dead Rising Sun.

A volta do Comandante Supremo

Além da Capcom, a Square Enix confirmou as datas europeias de lançamento do game Supreme Commander 2. A versão para PC do RTS — jogo de estratégia em tempo real — deverá aparecer nas prateleiras das lojas da Europa no dia 5 de março de 2010, enquanto o título para Xbox 360 será lançado no dia 19 de março.

É bom relembrar que as datas estadunidenses já estavam confirmadas anteriormente. O game para PC será lançado nos EUA no dia 2 de março, sendo que a versão para Xbox 360 aparecerá no dia 16 do mesmo mês.

"Estamos empolgados em trabalhar com a Gas Powered Games no lançamento de um RTS que realmente eleva o nível das expectativas da jogabilidade e da história", diz Larry Sparks, o vice-presidente de marcas da Square.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Novidades brutais: God of War III em 3D, futuro e documentário oficial sobre a série.

Kratos está quase chegando. Mas, ainda assim, muitas novidades interessantes não param de surgir, deixando os fãs ainda mais ansiosos — se é que isto é possível. Recentemente, a Sony liberou diversas informações sobre o game. Primeiramente, uma possível versão de God of War em 3D pode se tornar realidade. Além disso, a companhia anunciou um documentário sobre a aventura e confirmou que este não é o fim da franquia. Por fim, algumas informações técnicas sobre resolução e taxa de quadros por segundo de GoW III.

Brutalidade imersiva

Já imaginou poder ver o Deus da Guerra massacrando seus oponentes em 3D? Depois de Gran Turismo 5, que revelou ter compatibilidades com esta tecnologia, parece que God of War III também trará esta imersão. Stig Asmussen, responsável pela terceira aventura de Kratos, confirmou que o título poderá contar com um patch que permitirá aos jogadores desfrutarem da experiência em três dimensões.

Asmussen mencionou que a companhia já conversou com alguns dos engenheiros do game, que confirmaram a possibilidade de uma experiência em 3D. Mas, segundo o produtor, a equipe não contava com um aparelho de TV compatível com os recursos 3D, o que os impediu de prever como ficaria o jogo nesta opção. “Tenho certeza que isso ainda vai causar dores de cabeça para ser concretizado, mas penso que não seja algo muito complicado”, comenta Asmussen.

O produtor acredita que os resultados com este tipo de imagem podem ser realmente bons, mesmo sem ter experimentado jogos com estes recursos. “Eu imagino que seja como olhar através de uma janela e ver o mundo em miniatura ou algo assim, uma perspectiva 3/4, um mundo pequeno ou uma espécie de diorama”, exalta o responsável por God of War III.

Por fim, Asmussen revelou que não existe qualquer razão para não lançarem um patch que faça o jogo se tornar 3D. Ele também comentou que, ao contrário de muitos games, a opção não estará embutida no game — sendo acionada por um código, normalmente pago, como ocorre em outros títulos. Dependendo da demanda, afirma Asmussen, um patch ou um relançamento pode ocorrer para que God of War III se torne ainda mais imersivo.

Falando em visuais, a Sony confirmou alguns detalhes técnicos do game, como resolução e FPS (frames per second, ou taxa de quadros por segundo). Segundo Jeff Rubenstein, da SCEA, God of War III rodará em 720p nativamente, contando com suporte para upscaling em 1080p. Além disso, o produtor Asmussen informou que o título terá uma taxa de quadros por segundo variável, rodando entre 30 e 60 FPS dependendo da quantidade de ação apresentada na tela.


Nem pense em conversar sobre termos técnicos com este cara

Documentário de God of War

Se você é um fã aficionado, prepare-se. A Sony anunciou um documentário que será incluído na edição Ultimate de God of War III. Nomeado Unearthing the Legend (O Desenterrar da Lenda, numa tradução livre para o português), o video conta com Peter Weller como anfitrião e narrará alguns detalhes da franquia.

Durante o clipe, é possível notar algumas alcunhas de Kratos, como “ultimate badass”, e algumas informações que estarão presentes no documentário, como a história do anti-herói e outros detalhes. Confira abaixo o trailer oficial.



"Este não é o fim"

Certamente, a o terceiro game desta trilogia tem tudo para ser um excelente desfecho da aventura de Kratos. Mas será este o fim da série? Segundo John Hight, diretor de desenvolvimento de produto da Sony Santa Monica, “Este não é o fim de God of War.”. Hight informou que: “definitivamente, este é o fim da trilogia, mas nós iremos continuar a fazer jogos de God of War”.

O diretor exaltou que a companhia será muito cautelosa com os próximos produtos relacionados à franquia, pois não desejam vê-la “arruinada ou poluída”. Sem dúvidas, se o capricho for mantido, ainda teremos excelentes jogos pela frente. Uma ótima notícia.

God of War III ainda não tem data de lançamento confirmada para o Ocidente, mas, no Japão, o game chegará às lojas no dia 25 de março, exclusivamente no PlayStation 3. Fique ligado aqui para mais informações.

Novos mapas de MW2 revelados.

Novos mapas para Modern Warfare 2 foram expostos no YouTube recentemente, porém já foi removido o vídeo que revelava os cenários por violar os direitos autorais da Actvision. Teremos que nos contentar em conhecer apenas o novo modo chamado Global Thermonuclear War onde dois times precisam dominar com cem pontos o detonador de uma ogiva nuclear.

Como não podemos mostrar o vídeo dos novos mapas, resta apenas mostrar os títulos deles que são: mp_abandon; mp_compact; mp_complex; mp_dcwh (supostamente significa DC White House, a Casa Branca); mp_revolt; mp_storm; mp_shipment (mapa do CoD4) e mp_crash (mapa do CoD4).

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DARKSIDERS PS3 - R$ 249.00 e The Saboteur PS3 - R$ 249,00

Uma mistura de God of War com Zelda que diverte, mas ainda assim é limitada.

O estilo hack ‘n slash vem acompanhando os games desde a era do Nintendo 8-bits, console que deu vida à clássica trilogia Ninja Gaiden, a qual, mais tarde, seria revivida pela Microsoft. Com a chegada da era tridimensional, o estilo teve de se adaptar, desprendendo-se da clássica fórmula side-scrolling. Isto amedrontou muitos fãs. Felizmente, a pancadaria continuou firme e forte — pelo menos para alguns jogos.

Com o passar do tempo, a fórmula foi incorporando elementos de outros gêneros, o que a deixou ainda mais robusta. Depois de anos se moldando, os jogadores finalmente receberam jogos de peso, como a franquia Devil May Cry, a já mencionada Ninja Gaiden e, é claro, a épica brutalidade de God of War. Pode-se dizer que estas três franquias conseguiram estabelecer uma espécie de padrão para os jogos do gênero, o qual foi utilizado em diversos games seguintes.

Logo, fãs destas três escolas notaram que diversos títulos não contribuíam em nada com a Academia do Hack ‘n Slash. Muitos jogos eram meras cópias dos grandes clássicos, comprovando que, infelizmente, a fórmula estava se tornando desgastada. Estaria o mundo da pancadaria e da brutalidade perdido?

Atualmente, uma das maiores esperanças é, indiscutivelmente, God of War III. Mas será que teremos algo tão bom quanto a aventura de Kratos nas outras plataformas? Certamente, muitas desenvolvedoras estão tentando. Uma delas é a Vigil Games que decidiu tentar quebrar os padrões do gênero — algo sempre bem-vindo.

Sua criação é Darksiders, game que já vem sido comentado há um bom tempo aqui no Baixaki Jogos. Com um estilo de arte digno do mundo dos quadrinhos, à cargo do artista Joe Madureira — conhecido pelas suas obras relacionadas aos X-Men durante a década de 1990 — o jogo faz uma bela mistura entre vários gêneros e consegue cumprir o essencial objetivo de um game: divertir.

Mas será esta aventura pode ser considerada inovadora? Ou a mistura acabou virando pizza? A resposta você confere em nossa análise.


Vivendo o apocalipse

Ao contrário de muitos games disponíveis nesta geração, Darksiders se passa durante — e não após — o apocalipse. Basicamente, você controla um personagem conhecido como War (Guerra) que também é um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Seu objetivo é relativamente simples: ajudar a manter o equilíbrio entre as forças do bem e do mal.

Mas tudo vai por água abaixo quando War é misteriosamente invocado na Terra. O personagem se depara com um planeta em destruição, habitado por criaturas que, definitivamente, não deveriam estar onde estão. Além disso, a humanidade está à beira da extinção. O equilíbrio se foi. Isto significa que você falhou em seu trabalho, e isto nunca é legal.

A partir deste momento, War começa uma busca para encontrar o responsável por todo o caos. Entretanto, simultaneamente, todos acreditam que você tenha sido o causador de toda esta bagunça. É aí que as coisas esquentam. War se torna perseguido por ambos os lados desta gangorra, tendo de enfrentar anjos e demônios. Que comece a pancadaria.


War está pronto para tudo

O jogo conta com uma fórmula curiosa, que consegue misturar a brutalidade de God of War com os quebra-cabeças típicos dos games 3D da série Zelda. Nos momentos de batalha, o game traz uma jogabilidade que flui bem, permitindo ao jogador desferir combos e as famosas finalizações — as quais se comportam da maneira quase idêntica à aventura de Kratos.

Além disso, existe a possibilidade de adquirir novas habilidades durante sua jornada. Para isso, basta obter as almas e trocá-las por algo útil com o comerciante de fatalidades do game. War também recebe novas armas, como uma foice, permitindo combinações ainda mais brutais. Em suma, o combate conta com um ritmo agradável, sendo simples e adequado até mesmo para os jogadores casuais.

Fora os momentos mais intensos, o jogo também traz um belo contraste ao introduzir áreas em que você tem de pensar para poder progredir. Em muitas dungeons, você encontrará quebra-cabeças que parecem ter sido retirados diretamente do universo de The Legend of Zelda: Ocarina of Time — incluindo até mesmo objetos semelhantes. Isto impede que o jogo se torne algo repetitivo.

Muitos dos puzzles só podem ser resolvidos com os itens que você obteve no mesmo local em que se encontra. Logo no início, por exemplo, o jogador tem de acertar diversos cristais para acionar elevadores. Entretanto, isto só é possível com a ajuda de uma lâmina giratória, que é encontra nesta dungeon. Eventos semelhantes ocorrem posteriormente, mas desta vez o jogador usará ganchos retrateis e luvas de armaduras. Qualquer semelhança com a primeira aventura de Link no N64 é mera coincidência.

Durante o jogo, você terá de cumprir diversos objetivos distintos, os quais, muitas vezes, estão conectados com a aniquilação das forças inimigos. Além disso, o jogo também fornece momentos de combate que colocam o jogador pilotando cavalos ou criaturas voadoras, algo que alimenta a diversidade da experiência.

Em suma, pode-se dizer que Darksiders é uma bela mistura de vários títulos diferentes. Infelizmente, alguns problemas impedem que o título decole. Um deles é o fato de o jogo realmente se parecer com tudo o que já vimos antes, trazendo apenas pouquíssimas novidades. Além disso, os jogadores mais dedicados notarão que a história acaba se desvirtuando após a primeira hora. Mas tudo isto não impede Darksiders de ser um game divertido.

Aprovado

Do que nós gostamos

Isto é arte

O combate de Darksiders é divertido, flui bem e agrada qualquer um. Mas, antes disto, não há como não mencionar o estilo artístico do game. Tecnicamente, os gráficos não são espetaculares como Uncharted 2, por exemplo. Mas, em relação à direção de arte o game dá um show, principalmente no design dos personagens.

Joe Madureira é mesmo um mestre, e isto fica bem claro quando jogamos Darksiders. Os monstrengos são criações incríveis que parecem ter saído diretamente dos quadrinhos. Além disso, os chefes e até mesmo os inimigos comuns deixam o jogador de queixo caído. Um dos primeiros chefões do game, Tiamat, possui um visual simplesmente deslumbrante, mesmo que distante de sua concepção clássica.

O personagem War também merece destaque. Fãs da série World of Warcraft certamente notarão diversas semelhanças de estilo, incluindo também alguns inimigos. Quanto ao ambiente, a equipe de desenvolvimento conseguiu criar um retrato bacana — mesmo tratando de um ambiente apocalíptico —, fortemente inspirado nas concepções dos quadrinhos.

Como se não bastasse, a equipe de dubladores conta com ninguém menos que o já conhecido Mark Hamill, responsável pelo papel de Luke Skywalker nos cinemas e também por encarnar o Joker em Batman Arkham Asylum. Desta vez, Hamill retorna como The Watcher, uma criatura que dá conselhos e, ao mesmo tempo, consegue zombar de War.


Hamill esbanja talento como The Watcher

Combates tranquilos e divertidos

Agora sim, vamos aos combates. Conforme mencionamos anteriormente, o título possui uma jogabilidade que flui bem durante as lutas, agradando a qualquer tipo de jogador. Basicamente, com poucos botões é possível desfrutar tranquilamente do game enquanto seu personagem arrebenta os oponentes na tela. Com o quadrado (X no Xbox 360), você desfere os ataques básicos da lendária espada de War. O bacana do game é que, quando o oponente está prestes a falecer, um ícone surge sobre sua cabeça, indicando que é possível finalizá-lo.

As finalizações do game são o ponto alto do título. Nestes momentos, o jogador presencia animações muito bem feitas, que torna os combates ainda mais satisfatórios e, obviamente, brutais. Cada um dos inimigos é finalizado de maneira diferente, significando que cada novo oponente avistado significa uma nova finalização.

Falando em oponentes, Darksiders possui uma série de inimigos distintos, variando desde simples guerreiros a criaturas gigantescas capazes de vomitar sobre War. Alguns deles exigem ações metódicas, obrigando o jogador a utilizar o bumerangue para sair inteiro do combate, por exemplo.

Tudo isto fica ainda melhor graças ao sistema de skills do game. Durante o jogo, o jogador obtém três tipos de almas: Currency (dinheiro), Health (energia) e Wrath (mana). Você pode gastar a primeira delas com o comerciante do game, adquirindo novas habilidades e até mesmo uma arma nova — a foice. Isto contribui para a diversão do único modo do jogo, que conta com aproximadamente 15 horas de duração.

Peças bem colocadas

Certamente, Darksiders pode ser considerado como um quebra-cabeça, contando com várias peças de vários gêneros distintos. Algumas delas são introduzidas de maneira adequada, como o combate oriundo de God of War e a arte dos Quadrinhos e de WoW. Além disso, também temos o elemento puzzle, já mencionado anteriormente.

Uma boa misturaDurante boa parte do game, você terá de resolver quebra-cabeças para poder prosseguir em sua jornada. Estes desafios são relativamente simples, mas não simplórios, tornando-se ideais para qualquer tipo de jogador. É possível afirmar que os puzzles não são extremamente complicados e nem extremamente fáceis, exigindo um pouco de paciência e perspicácia do gamer.

Conforme você avança, o nível de dificuldade destes desafios aumenta. Em muitas ocasiões, o jogador é obrigado a resolver uma série de quebra-cabeças ao mesmo tempo. Às vezes, para piorar a situação, ainda é necessário lutar contra uma horda de oponentes. Tudo isto fecha um pacote que tenta fazer do game uma experiência variada.

Bela variedade

Falando em variedade, Darksiders oferece outros momentos que quebram a simples fórmula de “andar e bater”. Em alguns momentos do game, a jogabilidade é alterada de maneira drástica, como quando você deve perseguir uma série de anjos que voam pelos céus de uma cidade destruída. Neste momento, o jogador pilota uma criatura alada voadora, e tem de atirar nos oponentes para abatê-los através de uma fórmula que relembra bastante o clássico Panzer Dragoon Orta, para DreamCast.

Fora isso, o sistema de habilidades introduz uma variedade imensa para o jogador, pois existem diversas opções a serem exploradas, ampliando a longevidade do título. Alcançar o nível máximo em todas as skills é algo que leva tempo, mas, quando conferido, certamente deixará o jogador boquiaberto e extremamente poderoso. O título ainda oferece a Chaos Form, uma habilidade especial de War que o transforma, temporariamente, em uma criatura flamejante invencível e altamente destruidora.

As lutas contra os chefes possuem, muitas vezes, puzzles embutidos, misturando as duas principais bases estruturais de Darksiders. Ao enfrentar Tiamat, por exemplo, o jogador deve aproveitar-se das bombas que cercam o mapa e utilizar os recursos adquiridos previamente para aniquilá-la.

Reprovado

O que espantou ... No mau sentido

Faltou feijão

Sem dúvidas, o conceito de Darksiders é muito bacana. Afinal, em qual outro game tivemos a chance de encarnar um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse? Além disso, no início do game, a história realmente parece ser surpreendente, introduzindo uma trama de fazer inveja até mesmo às obras hollywoodianas. Entretanto, depois da primeira hora do game, tudo vira uma verdadeira pizza.

A contextualização é praticamente nula, e muitos dos fatos acabam sendo simplesmente jogados para você. Isto, definitivamente, estraga todo o potencial do game. Uma história muito boa que foi jogada no lixo. A Vigil Games poderia ter aproveitado muito mais toda a trama, adicionando até mesmo uma espécie de enciclopédia in-game para o deleite dos fãs.

Além disso, em geral, não há profundidade no game. Quando o jogador explora as seções de mundo aberto não há como conversar com quem ainda está vivo para obter detalhes sobre a situação atual — visivelmente caótica e com muitos acontecimentos sem explicação. Infelizmente, esta falta de profundidade também se estende a outros elementos do game.



Nem os zumbis escaparam

Derivado

Sim, Darksiders é uma verdadeira mistura de vários títulos de sucesso. Isto, a princípio, pode até ser considerado como um ponto positivo. Entretanto, o jogo simplesmente não aprimora nada o que já feito, e, muitas vezes, acaba fazendo pior que seus modelos. Alguns poucos puzzles do game são frustrantes, enquanto outros sobrecarregam o jogador de maneira desnecessária, principalmente perto do fim da campanha.

Quanto ao combate, em geral o game agrada e diverte. Mas, porém, falta profundidade. Existem poucas combinações de golpes — principalmente se compararmos com o que vimos na versão demonstrativa de Bayonetta — e a equipe poderia ter inserido mais armas para diversificar ainda mais o título. Resumindo, Darksiders não traz nada de novo nos gêneros emprestados.

Fora de controle

Em alguns momentos, você terá vontade de arremessar seu controle contra a televisão. Por quê? Bem, Darksiders possui uma série de itens distintos, os quais são obtidos durante sua jornada. Isto você já deve saber. Mas, o grande problema é a maneira de como os comandos para utilizá-los foi feita. O sistema de controles é confuso e muitas vezes atrapalha o jogador.

Para exemplificar, logo no início do game o jogador ganha uma espécie de bumerangue laminado. Com ele, é possível acionar uma espécie de mira para facilitar o lançamento. Você utiliza este objeto para resolver uma série de puzzles — e também como arma. Acionando a mira, o jogador deve lançar o objeto contra uma tocha e, logo em seguida, fazer com que a arma acerte outro elemento. Isto é mais complicado do que parece. Existem diversos comandos para cada ação e, constantemente, o jogador acaba se perdendo e trocando as bolas. Frustrante. O pior é quando tudo isto deve ser feito rapidamente contra um chefe.

Em alguns momentos, o botão de defesa não responde corretamente, pois também é utilizando para realizar movimentos evasivos. Enfim, faltou um mapeamento de controles mais bem pensando, ou, quem sabe, um controle com mais botões.

Conclusão

Vale a pena?

Se você procura um jogo divertido ao estilo de God of War e com alguns puzzles que relembram Zelda, não deixe de conferir Darksiders. Mesmo com alguns pequenos problemas, que incomodarão mais aos jogadores hardcore, o game consegue divertir, trazendo uma boa diversidade na jogabilidade e combates ideais para aqueles que desejam muita brutalidade barata.

The Saboteur - R$ 249,00


Um inusitado combatente da Resistência Francesa e sua guerra pessoal contra os nazistas.


O jogo aposta fortemente em uma temática reminiscente de filmes noir para o seu início, mas ela gradualmente cede espaço a um cenário mais positivo conforme o jogador progride e é bem-sucedido em suas missões. Como se trata de um jogo de época, a ambientação é um dos elementos principais — e o game realmente consegue reproduzi-la de forma adequada, passando ao jogador a sensação de estar no local.

Quem é essa no carro com ele? Você vai descobrir...

A tarefa não era fácil: era preciso introduzir um ambiente sombrio e deprimente, ao mesmo tempo em que deixasse possível ver a luz no fim do túnel. Isto porque o protagonista está lutando uma batalha nada convencional — seu objetivo é minar as operações nazistas ao mesmo tempo em que ergue a moral dos cidadãos franceses, de forma a engajá-los na resistência.

O protagonista em si é um tanto quanto incomum: Sean é um mecânico irlandês que acaba por envolver-se no mundo das corridas de carros, como piloto, e finalmente chega ao submundo da Resistência após alguns trágicos acontecimentos. É óbvio que existem mais camadas sob a superfície, que são descobertas ao longo da partida, mas não as revelaremos para manter o suspense.


Aprovado

Do que nós gostamos


Ambientação

A combinação de elementos de filmes “noir” e de uma jornada de vingança e esperança é bastante interessante. Juntamente com a recriação de uma França da metade do século XX, a imersão do jogador torna-se fácil e natural, já que não é nem um pouco difícil de acreditar que alguém poderia se envolver em uma situação destas naquele período — embora seja difícil de acreditar em algumas das decisões tomadas e da forma como os personagens agem, mas creditamos isso à liberdade “cinematográfica”, de forma a entreter.

Os carros, as casas e as roupas são todos inspirados em elementos reais da época — e o mesmo pode ser dito de tudo no jogo. Ao menos na parte da ambientação, o realismo foi buscado até mesmo nos detalhes, o que dá uma boa sensação de estar sendo transportado para o período da Segunda Guerra.

O contraste de cores é espetacular

Outro ponto essencial, e talvez o principal, é onipresença de tropas alemãs por todos os cantos. Onde quer que o jogador vá, encontrará inimigos. Por vezes eles serão mais cautelosos, em outras mais lenientes — mas o fato é que pode-se perceber claramente que a vida continua, embora não da mesma forma, mesmo que existam exércitos nas ruas.

Tudo regado a uma postura nada politicamente correta por parte dos personagens — afinal de contas, o mundo estava de cabeça para baixo naquele período. Ou seja, ouve-se muito xingamento e insinuações, mas nada apelativo que pareça fora de lugar. Apenas a raiva normal de cidadãos comuns embolados em uma trama de guerra...

Variedade de temas

Outro ponto bacana do jogo é a diversidade das missões. Em alguns momentos, elas são simplesmente motivadas por vingança. Em outros, elas buscam realmente ajudar a consolidar a Resistência Francesa. E algumas fazem, até mesmo, com que o protagonista se envolva em eventos muito além de sua compreensão e não tenha escolha a não ser cooperar e ver onde tudo vai dar.

Faça do seu jeito

De longe ou de perto? Você decideAs missões são claras e objetivas. Existe até mesmo um pequeno painel no canto superior direito da tela que mostra qual é o próximo passo para chegar ao objetivo final. No entanto, cabe a você escolher a maneira que considera melhor para completá-las. Isto significa que a maneira de jogar será diretamente relacionada a suas preferências.

Ou seja, se você é um bom atirador, talvez queira posicionar-se bem e eliminar todos os inimigos rapidamente e fugir loucamente antes que os reforços cheguem. Se é um bom estrategista, fará com que Sean ache o melhor caminho para infiltrar-se nos lugares despercebido — seja disfarçado ou de forma furtiva — e completar sua missão.

Algo que deve ser considerado em todos os momentos é o fato de que o protagonista é um exímio escalador. Por qual razão, nós não sabemos, mas ele pode escalar até mesmo a Torre Eiffel, deixando o Altaïr de Assassin’s Creed com inveja. Devido a esta característica, o topo de prédios e construções em geral são ótimos lugares para se posicionar antes das tarefas, de modo a ter uma visão geral do local e definir os próximos passos.

Lugares reais

Fumar no alto de prédios, e na chuva? E ele nem tem o nariz tão grande...É sempre bom ter pontos de referência, e tenho certeza de que estou sendo um pouco tendencioso neste ponto — afinal, já passei bom tempo na França e conheço quase todos os locais representados no game. Mas, independentemente disso, é ótimo você ver monumentos mundialmente famosos, como a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, e poder interagir com eles — e, principalmente, matar nazistas neles.

Um que merece destaque é certamente o símbolo da cidade de Paris. Explorar a Torre Eiffel é extremamente gratificante — e a sensação de grandeza é fielmente reproduzida — e escalá-la é algo bastante empolgante. Existe até uma surpresa que aguarda os mais bem-sucedidos no topo... Caso consigam chegar até lá, o que requer um pouquinho de paciência.

Os mais desafiadores podem até mesmo praticar tiro ao alvo nos pássaros que passam por ali, do alto de um local minúsculo, correndo o risco de cair. Cada louco com a sua mania... Mas um pára-quedas para um pequeno basejumping não seria nada mal.

Bons conceitos e arte

Embora os gráficos não sejam lá estas coisas (como explicaremos abaixo), o trabalho de arte do jogo é fenomenal. O mesmo se aplica aos conceitos utilizados, que são ótimos mas, por vezes, não muito bem implementados. Algo que definitivamente poderia ser remediado, seja através de DLCs ou sequências, mas que está muito longe da realidade — devido ao fechamento da desenvolvedora Pandemic.

O fato de as áreas do mapa irem gradualmente se colorindo conforme Sean inspira os cidadãos com seus atos de sabotagem, as mecânicas de jogo que compõem a reação dos nazistas, as diferentes formas de ação e escape proporcionadas pelos sistemas de jogo, a personalização possível do personagem e dos carros... Tudo isso ajuda a criar um jogo mais profundo e interessante.

Ninguém pode negar a melancolia de uma imagem dessas

Afinal de contas, quem é que não gosta de jogar um inimigo do alto de uma torre enorme para em seguida descer as escadas deslizando, chamar um carro de resgate e pular para dentro enquanto tiros voam para todos os lados ao tentar despistar os alemães?

Som

A trilha sonora do jogo é simplesmente envolvente. Ela é uma das grandes responsáveis, junto com a ambientação, por compensar a deficiência gráfica e realmente auxiliar na imersão do jogador no universo que The Saboteur tenta reproduzir. Músicas típicas da época, muito bem escolhidas para os diferentes momentos de ação e de depressão, fazem da música do jogo algo acima do padrão.

A única coisa que poderia ter sido melhor trabalhada é a atuação das pessoas que fazem as vozes dos personagens. Embora os sotaques sejam bastante distintos e nos deixem perceber de onde vem cada um deles, a emoção dos diálogos é frequentemente bastante forçada.


Reprovado

O que espantou o Baixaki Jogos... No mau sentido


Gráficos

A arte conceitual é boa, mas na hora de transpor para o jogo em si... Nem tantoComo já mencionamos anteriormente, a parte gráfica — a técnica, especificamente — deixa muito a desejar. Existe screen tearing em vários momentos, a modelagem dos personagens poderia ser melhor, pop-ins são frequentes e as animações são realmente esquisitas em alguns momentos. A parte boa fica por conta dos elementos do cenário.

Cigarros que desaparecem do personagem, carros que demoram muito para serem destruídos — e que, antes de pegar fogo, mostram pouquíssimos sinais de dano — e sangue que não permanece em nenhum lugar por muito tempo (o mais frequente é na traseira de alguns modelos de carros, sempre no mesmo lugar) contribuem para uma sensação de que realmente faltou esforço na hora de trabalhar no conjunto gráfico.

Jogabilidade truncada

Embora seja satisfatória, decidimos colocar este tópico na parte de pontos negativos por pensarmos que muito mais poderia ter sido feito a respeito. A jogabilidade permite que o personagem realize as diferentes ações tranquilamente, mas não parece intuitiva. Além disso, em vários momentos você bate em paredes ou dá voltas em objetos até conseguir fazer o que quer, devido à falta de precisão.

Os carros ou são muito ágeis ou muito lerdos. Ou seja, com alguns você mal consegue fazer curvas enquanto outros viram tão rápido que é impossível andar em linha reta. Esta confusão é um tanto quanto frustrante, embora seja possível se acostumar razoavelmente com ela.

As miras de armas — coisa que já não é confortável de utilizar sem um mouse — são muito pouco precisas a ponto de ser mais fácil andar com o personagem do que tentar movê-las. Embora seja possível entender que isto é para diferenciar as armas de curto e as de longo alcance, as distâncias médias ficam em um limbo no qual nenhuma arma é realmente eficiente, e é preciso mover-se.

Falta de impacto

Embora existam diversas horas em que o jogador se surpreende e acha bombásticos os acontecimentos, existe algo um tanto quanto difícil de explicar que deixa uma sensação de “eu esperava mais” — e no mau sentido. Este tópico foi difícil de colocar no papel (no computador, eu sei, mas enfim), pois é bastante complicado de explicar.

Resumidamente, o que acontece é que o jogo provoca, expõe algumas situações que têm potencial para revelar-se realmente empolgantes mas que no final das contas acabam sendo confusas, com milhões de inimigos na tela, ou mesmo anti-climáticas, quando a capacidade de Sean de aguentar inúmeros tiros torna a coisa toda bastante insossa.


Conclusão

Vale a pena?


Para mim, vale. Para os jogadores que valorizam uma boa ambientação e uma história intrigante, além de alguns conceitos novos que podem ser bem explorados no futuro, também vale. Agora, para aqueles fissurados em recursos técnicos de ponta, certamente não vale. Isto porque o jogo peca exatamente nos quesitos que alguns jogadores consideram essenciais: gráficos e jogabilidade.

Um irlandês que faz parte da resistência francesa combate os alemães

É o tipo de jogo que fará com que as pessoas gostem dele ou não, não deixando muito espaço para o meio-termo. Isto porque sua temática agrada a alguns e desagrada a outros. The Saboteur certamente não é um título de ponta, que chegaria a ser nomeado como um dos melhores do ano, mas é uma experiência sólida e que rende muitas horas de diversão.

O conteúdo do jogo é bastante extenso e pessoas que se identificam com a trama e o local onde ela se desenrola certamente podem aproveitar bastante. Um típico jogo que vale a pena dar uma alugada para conferir, para em seguida comprar caso os gostos batam.